Monday, October 15, 2007

Cratera em Campininha do Capivari

Após ler uma matéria da Gazeta do Povo de 19/08/2007 sobre o surgimento de uma cratera na rua Gaspar Ceccon em Colombo, na região do aqüífero Karst, resolvi fazer um levantamento do que poderia ter causado o problema. Quando cheguei à localidade de Campininha do Capivari, no dia 20/08, a cratera já tinha sido preenchida. Já dois dias depois li outra reportagem informando que a cratera havia cedido novamente e foram necessário mais muitos caminhões de saibro para nivelar a rua novamente.
Conversei com moradores e com funcionários da Sanepar, tirei fotos e percorri as estradas da região para ter uma noção da área e do relevo. De posse das impressões locais e informações a partir de mapas, modelos de relevo , imagens de satélite antigas e com auxílio do Google Earth, realizei uma avaliação para determinar as possíveis causas do acontecido.
Minhas conclusões não são um laudo técnico, pois não sou geólogo, mas esse trabalho é uma tentativa de desenvolver uma metodologia para capacitar pessoas a fazerem um levantamento de áreas aonde ocorre qualquer tipo de impacto ambiental por atividade humana.
Tudo para criar uma OSCIP que tenha por objetivo geral a preservação de mananciais e recursos hídricos.

A localidade de Campininha do Capivari fica entre Colombo e Bocaiúva do Sul a nordeste de Curitiba. É um fundo de vale por onde corre o rio Capivari.

Seguindo pela estrada da Ribeira, chega-se a uma ponte sobre esse rio, logo em seguida há uma subida acentuada e ao chegar-se a um ponto de ônibus deve-se virar à esquerda.

Por esse caminho cheguei até o poço da Sanepar que fica a aproximadamente 120m do local onde surgiu a cratera.




Pelas fotos dá para ver o quão preocupante é a situação dos moradores, as casas ficam a poucos metros. Eu ficaria assustado também e até pensaria em sair de casa, se visse um buraco de 5m de diâmetro em frente ao portão.
Houve a necessidade de fornecer água às casas afetadas por meio de tubulação improvisada (foto da direita).
A maior preocupação das pessoas é a de danos (rachaduras) que estão ocorrendo nas casas, e é perfeitamente justificável o medo, já que a cratera surgiu de "uma hora para outra".
Visitei algumas casas e procurei instruir as pessoas a ficarem atentas a estalos na estrutura, aumento das rachaduras, etc, mas sem criar pânico desnecessário. Sempre é bom estar alerta para evitar o pior.
















Também próximo ao local há um campo de futebol aonde pude verificar a ocorrência de um afundamento que pode ser uma nova cratera.
Imaginei que isso poderia servir para indicar alguma falha geológica ou coisa do gênero.
















Por fim eu andei pela região prcurando locais mais elevados para ter uma visão geral da situação, determinado a localizar o melhor ângulo para fotos que pudessem me ajudar a determinar posteriormente a drenagem da área. Nesse trajeto procurei observar o tipo de vegetação e quais tipos atividades humanas ocorrem por lá: plantio de Pinus, áreas desmatadas, atividade minerária e alguma atividade agrícola.
Retornando ao local no dia 22/08, tirei mais fotos para avaliação do relevo, dessa vez a oeste do local visando a leste.




Saturday, October 6, 2007

Análise do relevo da bacia do Rio Pequeno.



Esta imagem eu criei para fazer parte do projeto do Rio Pequeno. Como pode ser visto na imagem, as nascentes do rio estão na Serra do Mar. Incluída nesta imagem está também a análise que fiz da barragem Piraquara 2. O método de avaliação das duas áreas é o mesmo, só a técnica de coloração é diferente. Estou testando diversas maneiras de colorir os modelos de relevo para ver qual melhor se adapta a qual situação. Para a barragem de Piraquara 2 optei por uma técnica que permitiu destacar a futura extensão da represa. Para o rio Pequeno optei pela que destacou as montanhas com altitude acima de 1000 metros.

Represa do Piraquara II


Tendo a curiosidade de saber qual a extensão que irá ter a represa Piraquara II, pesquisei na internet, mas... NADA! Então passei a imaginar uma maneira de avaliar isso mediante mapas, e o que consegui? Quase nada, pois é muito difícil obter mapas em escalas suficientes para isso.
Sobrou usar o Google Earth para tal. Criei um modelo matemático de relevo (método que desenvolvi recentemente) e com programas externos criei uma colração para destacar as diferentes altitudes. Aplicando uma máscara no GE obtive o resultado da imagem acima.
A linha em azul no canto superior esquerdo é o contorno leste, e a linha vermelha um pouco abaixo à direita mostra aonde está sendo construída a barragem.
Eu gostaria de saber por quê informações assim não são publicadas pelos órgãos oficiais.
A área que será inundada atualmente encontra-se em desmatamento, o que é uma boa oportunidade para biólogos fazerem coletas de espécies da fauna e flora.
Há também um sítio arqueológico na área que está sendo estudado.